Papel da imagem na detecção precoce de aneurismas cerebrais

fevereiro 18, 2020 by nucleodiagnostico
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Os aneurismas cerebrais são dilatações anormais em áreas enfraquecidas das paredes arteriais, as quais podem se romper e ocasionar sangramento no espaço subaracnoide (gerando a hemorragia subaracnoide). As principais causas dos aneurismas cerebrais são: congênita, hipertensão arterial, aterosclerose, vasculites, tabagismo. Além disso, podem ser assintomáticos ou sintomáticos (promovendo sintomas como dor de cabeça, náuseas e vômitos, distúrbios visuais, entre outros). A taxa de mortalidade com a ruptura dos aneurismas é elevada, o que mostra a importância do diagnóstico precoce.

O diagnóstico:

A angiografia digital rotacional 3D é o padrão ouro para diagnóstico. No entanto, é um método invasivo, de elevado custo e que depende da experiência do operador para o manejo e por isso está sujeita a riscos. Desse modo, há poucas décadas começaram a surgir métodos de diagnóstico por imagem não invasivos, como a Angio-tomografia computadorizada helicoidal e a Angiorressonância magnética. Na Angio-TC, o paciente é submetido à administração de contraste iodado via punção venosa para a aquisição de imagens volumétricas. Os dados são então avaliados em projeções multiplanares e tridimensionais. Já na angiorressonância magnética, não há necessidade de administração do meio de contraste, pois o próprio fluxo sanguíneo faz esse trabalho. As imagens volumétricas formadas podem, então, ser analisadas como cortes finos individuais ou processadas em imagens multiplanares e tridimensionais. Ao contrário da Angio-TC, a angiorressonância não possui interferência dos ossos da base do crânio. Apesar de ainda serem limitados em relação à angiografia digital por conta da menor sensibilidade de diagnóstico e resolução espacial, a angio-TC e a angiorressonância são extremamente importantes por não serem invasivas e fornecerem menores doses de radiação. Sendo assim, são essenciais no rastreio, acompanhamento e controle de lesões pré-existentes, deixando a angiografia um pouco mais restrita aos casos de intervenção e situações emergenciais.

Prof. Dra. Flávia Pegado Junqueira


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